Elmar Juan Passos Varjão Bomfim elucida que a engenharia de integração de energia renovável em obras industriais não se limita à simples instalação de painéis. A viabilidade do sistema depende da articulação entre engenharia, construção civil e infraestrutura elétrica. Em ambientes com operação contínua, cargas críticas e elevada exigência de confiabilidade, decisões relacionadas a layout, rotas de cabos, sistemas de proteção e acessos para manutenção influenciam diretamente o desempenho e a segurança da instalação.
Quando os projetos civil e elétrico avançam de forma dissociada, surgem fragilidades relevantes. A obra pode evoluir rapidamente, porém com problemas estruturais e operacionais, como reforços subdimensionados, sombreamento não previsto, interferências com sistemas de exaustão, rotas de cabos expostas e restrições de acesso que comprometem a manutenção e a durabilidade do sistema.
Estrutura e cobertura: o suporte físico precisa ser calculado para o ciclo de vida
A primeira pergunta não é sobre potência instalada, e sim sobre capacidade estrutural e condição da cobertura. Telhados industriais, lajes técnicas e estruturas metálicas podem ter limitações de carga, deformação e corrosão que mudam o tipo de fixação e o espaçamento de apoios. Dessa forma, vistoria, análise de cargas permanentes e acidentais, verificação de esforços de vento e definição de caminhos de manutenção viram requisitos técnicos, não formalidades.
Entretanto, o detalhe construtivo costuma decidir a durabilidade. Pontos de fixação que perfuram a cobertura, passagens mal vedadas e ausência de proteção contra infiltração podem criar um problema crônico em poucos meses. Por conseguinte, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim ressalta que o projeto precisa prever vedação, proteção mecânica, drenagem e inspeção, pois a energia renovável não pode reduzir a estanqueidade nem comprometer a vida útil do telhado.
Compatibilização com o funcionamento do empreendimento: produção e manutenção têm limites reais
Em empreendimentos em operação, a implantação precisa respeitar horários, rotas internas, regras de segurança e áreas de exclusão. Nesse sentido, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim sinaliza que a engenharia deve mapear interferências com dutos, sprinklers, exaustores, lanternins e acessos de emergência, evitando que a instalação crie sombras, dificulte inspeções ou aumente riscos em caso de manutenção.
Ainda assim, compatibilizar também envolve pessoas. Trechos de cobertura com tráfego de manutenção, pontos de ancoragem e rotas seguras precisam estar definidos, pois a falta dessas soluções transforma qualquer correção futura em operação complexa. O plano de integração deve contemplar ergonomia, acesso e segurança do trabalho, assegurando que a infraestrutura de energia renovável seja operável, e não apenas instalada.

Integração elétrica: proteção, qualidade e confiabilidade não admitem improviso
Conforme detalha Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o desempenho do sistema depende de uma cadeia elétrica bem projetada: inversores, quadros, seccionamento, aterramento, DPS, proteção contra surtos, rotas de cabos e coordenação com a subestação existente. Dessa forma, a implantação precisa considerar curto-circuito, seletividade, qualidade de energia e limites de demanda, sobretudo quando há cargas sensíveis e automação industrial.
Em contrapartida, ligar o sistema “depois” de concluir a obra civil costuma concentrar riscos. A partir disso, o comissionamento deve ocorrer com testes, registros e critérios objetivos, garantindo que proteção e monitoramento estejam coerentes com a operação. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim pontua que rastreabilidade de componentes, identificação de circuitos e documentação de testes fortalecem a confiabilidade e reduzem tempo de parada quando surge uma falha.
Governança de obra: quando integração vira prazo e reputação
Em projetos desse tipo, a governança é o que amarra decisões técnicas ao cronograma. Desse modo, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim ilustra que reuniões de compatibilização, revisão de interfaces e controle de mudanças evitam “ajustes em campo” que costumam virar custo oculto. Assim, a obra mantém previsibilidade, porque cada alteração em rota, fixação ou equipamento é avaliada pelo impacto em segurança, prazo e manutenção.
Por fim, integrar energia renovável em obras industriais exige uma engenharia que una estrutura, elétrica e operação sob o mesmo raciocínio. Quando as interfaces são tratadas com rigor, o sistema entrega eficiência energética sem fragilizar o ativo, e a implantação reforça a confiabilidade da infraestrutura, em vez de criar novos pontos de risco.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
