Existe um momento que muitos pacientes do nutricionista esportivo em São Paulo e fundador do Método LP, Lucas Peralles, já viveram: as coisas estavam indo bem, a rotina estava funcionando, os resultados aparecendo, e então, sem razão aparente, tudo desandou. A dieta foi por água abaixo, a motivação sumiu, o corpo pareceu travar. A conclusão imediata é quase sempre a mesma: faltou força de vontade. Mas essa explicação está errada, e entender por que ela está errada pode mudar completamente a forma como você conduz qualquer processo de mudança corporal.
O corpo não se sabota, ele se protege
O organismo humano foi programado ao longo de milhares de anos para uma missão muito clara: sobreviver. E sobrevivência, do ponto de vista biológico, significa preservar energia, evitar o desconhecido e resistir a mudanças bruscas. Quando o processo de emagrecimento avança rápido demais, quando a restrição é severa ou quando o estresse do processo ultrapassa um limite, o corpo aciona mecanismos de defesa que interpretam a mudança como ameaça.
Conforme sinaliza Lucas Peralles, isso se manifesta de formas variadas: fome aumentada, fadiga, compulsão alimentar, dificuldade de dormir, queda de desempenho no treino. Não é fraqueza, mas um sistema de segurança funcionando exatamente como foi desenhado para funcionar.
O papel da história metabólica
Pessoas que já fizeram muitas dietas restritivas ao longo da vida têm um sistema de defesa especialmente ativo. Considerando que cada ciclo de restrição severa seguido de reganho ensina o organismo que períodos de escassez existem e que é preciso se preparar para eles. O corpo aprende a resistir ao emagrecimento com mais eficiência a cada tentativa frustrada.

O criador do Método LP, Lucas Peralles, trabalha com esse histórico desde a primeira consulta. Isso porque entender quantas vezes o paciente já tentou emagrecer, como foram essas tentativas e o que aconteceu depois é tão importante quanto qualquer exame laboratorial. Esse mapa metabólico e comportamental determina o ritmo e a estratégia do processo.
Velocidade como fator de risco
Um dos princípios centrais do Método LP é que a velocidade do processo precisa respeitar a capacidade de adaptação do organismo. Diante disso, emagrecer rápido demais ativa exatamente os mecanismos que vão dificultar a manutenção do resultado. O corpo que perde peso em velocidade acima da sua tolerância vai trabalhar para recuperar esse peso com a mesma intensidade.
Por isso, Lucas Peralles, a referência em nutrição esportiva em São Paulo por trás do método, não persegue resultados rápidos, mas persegue resultados que o organismo consiga sustentar sem resistência crescente. Na prática, isso muda completamente a forma como o protocolo é construído e como o paciente experimenta o processo.
Quando o corpo para de resistir
A mudança acontece quando o organismo passa a interpretar o novo padrão alimentar não como ameaça, mas como normalidade. Isso leva tempo e exige consistência no processo de emagrecimento, não perfeição. Semanas de alimentação previsível, sono regulado e treino progressivo ensinam ao corpo que não há escassez, que a mudança é segura e que pode relaxar os mecanismos de defesa.
Para Lucas Peralles, esse é o trabalho real do processo: construir confiança entre o paciente e o próprio organismo. Quando essa confiança existe, o corpo para de sabotar e começa a colaborar.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
